
Carbonatos do pré-sal brasileiro foram formados a partir de carbonato de cálcio produzido por algas azuis .
A história da formação do pré-sal está relacionada à separação dos continentes sul-americano e africano, ocorrida há mais de 100 milhões de anos. Quando os continentes começaram a se separar, formou-se uma grande rachadura, chama de rift, cuja direção era praticamente paralela ao litoral brasileiro atual.O rift na área do pré-sal foi inicialmente preenchido por rochas sedimentares arenosas, argilosas e rochas ígneas vulcânicas. Com o passar do tempo, essa rachadura aumentou em largura e, com isso, formaram-se imensos lagos, nos quais as rochas arenosas e argilosas foram sendo substituídas por rochas carbonáticas.O fim da deposição das rochas carbonáticas está associado ao iníco da deposição do sal, proveniente da água que preenchia o espaço formado com a separação.
A origem dos turbiditos
As regiões onde futuramente se formariam as bacias de Campos e de Santos foram varridas, num período compreendido entre 90 milhões a 20 milhões de anos atrás, por diversos eventos de natureza catastrófica. Foram terremotos, que por sua vez provocaram desmoronamentos submarinos; grandes cheias de rios e tempestades que agitaram o oceano.A cada ocorrência, enormes fluxos de sedimentos eram depositados nas águas profundas daquelas bacias. Eram as chamadas "correntes de turbidez", que depositavam no solo grandes quantidades de sedimentos, lama, areia e cascalho.Milhões de anos depois, sob o peso de mais sedimentos que se superpunham, a areia e o cascalho se compactaram. Com a ajuda de outros minerais, os grãos desses sedimentos se ligaram, transformaram-se em rochas conhecidas hoje como arenitos e conglomerados. Assim se constituíram as formações turbidíticas, rochas pororsas que se tornariam ótimos reservatórios de petróleo e se situam acima da camada de sal. Os turbiditos também constituem importantes reservatórios na costa oeste da África e no Golgo do México.
Os carbonatos
Já os carbonatos do pré-sal brasileiro têm origem no carbonato de cálcio (CaCO3) produzido por cianobactérias - ou algas azuis - e outros organismos há nada menos que 120 milhões de anos. Embora existam estudos sobre esse tipo de reservatório, presente em campos de petróleo no Oriente Médio, os encontrados na costa brasileira apresentam várias peculiaridades e ainda estão em estágio inicial de pesquisa.Com o tempo, será possível dizer com maior exatidão de que maneira se formaram, prever as descontinuidades dos poros onde o óleo se acumula e até o comportamento dos fluidos durante a produção. A Petrobrás já havia identificado formações carbonáticas no Brasil anteriormente ao pré-sal, mas só agora, com a descoberta das grandes acumulações da Bacia de Santos, elas passaram a despertar maior interesse.
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